O efeito estufa faz com que a temperatura na superfície da Terra, onde vivemos, seja maior do que a que seria caso não existisse a atmosfera. Assim, o efeito estufa dentro de certos limites é de vital importância pois, sem estes efeitos, a vida como a conhecemos não poderia existir.
O que se pode tornar catastrófico é a ocorrência de um agravamento do efeito estufa que desestabilize o equilíbrio energético no planeta e origine um maior aquecimento global. O IPCC (da sigla em inglês para a expressão Intergovernmental Panel on Climate Change que pode ser traduzida como Painel Intergovernamental para as Mudanças Climáticas, comissão de cientistas instituida por iniciativa das ONU e pela Organização Meteorológica Mundial em 1988) no seu relatório mais recente diz que a maioria do aquecimento observado durante os últimos 50 anos se deve muito provavelmente a um aumento do efeito de estufa.
Os gases que causam o efeito estufa (dióxido de carbono (CO2), metano (CH4), gás nitroso (NO2), CFC´s) absorvem alguma da radiação infravermelha emitida pela superfície da Terra e radiam por sua vez alguma da energia absorvida de volta para a superfície. Como resultado, a superfície recebe quase o dobro de energia da atmosfera do que a que recebe do Sol e a superfície fica cerca de 30ºC mais quente do que estaria sem a presença dos gases que causam o efeito estufa.
O problema do efeito estufa, ou seja, sua contribuição para o aquecimento global acelerado dos últimos 100 anos, coloca em confronto forças sociais que não permitem que se trate deste assunto do ponto de vista estritamente científico. Apesar de todas as evidências cientificamente comprovadas, há quem negue que o efeito estufa foi causado pelo homem. Afirmam que o aquecimento acelerado está muito mais relacionado com causas intrínsecas da dinâmica da Terra do que aos desmatamento e poluição, que mais rápido causam os efeitos indesejáveis a vida sobre a face terrestre do que propriamente a capacidade de reposição planetária.
A poluição dos últimos duzentos anos tornou mais espessa a camada de gases existentes na atmosfera. Essa camada impede a dispersão da energia luminosa proveniente do Sol, que aquece e ilumina a Terra, e também retém a radiação infravermelha (calor) emitida pela superfície do planeta. O efeito do espessamento da camada gasosa é semelhante ao de uma estufa de vidro para plantas, o que originou seu nome. Muitos desses gases são produzidos naturalmente, como resultado de erupções vulcânicas, da decomposição de matéria orgânica e da fumaça de grandes incêndios. Sua existência é indispensável para a existência de vida no planeta, mas a densidade atual da camada gasosa é devida, em grande medida, à atividade humana. Em escala global, o efeito estufa provoca o aquecimento do clima, o que tem conseqüências catastróficas. O derretimento das calotas polares e de geleiras, por exemplo, eleva o nível das águas dos oceanos e dos lagos, submergindo ilhas e amplas áreas litorâneas densamente povoadas. O superaquecimento das regiões tropicais e subtropicais contribui para intensificar o processo de desertificação e de proliferação de insetos nocivos à saúde humana e animal. A destruição de habitats naturais provoca o desaparecimento de espécies vegetais e animais. Multiplicam-se as secas, inundações e furacões, com sua seqüela de destruição e morte.

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